Quem solda com eletrodo revestido sabe que o resultado de um cordão bom ou ruim muitas vezes tem menos a ver com a habilidade da mão e mais com ter escolhido o eletrodo errado para aquele material. A embalagem traz uma sigla que parece código secreto (E6013, E7018, E6011...) e é exatamente essa sigla que diz o que você precisa saber.

Decifrando a nomenclatura AWS

No padrão americano (AWS), o mais usado no Brasil, a leitura funciona assim: o "E" indica eletrodo revestido; os dois ou três primeiros dígitos indicam a resistência à tração do metal depositado, em milhares de psi (por exemplo, "70" = 70.000 psi); o penúltimo dígito indica a posição de solda recomendada; e o último dígito indica o tipo de revestimento e o tipo de corrente compatível.

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Os eletrodos mais usados no dia a dia

Escolhendo pelo tipo de trabalho

Aplicação Eletrodo indicado
Grades, portões, reparo geralE6013
Estrutura de carga, treliça, suporteE7018
Peça enferrujada ou suja, reparo emergencialE6011
Chapas finas, acabamento estéticoE6013 com amperagem reduzida

Diâmetro do eletrodo

Regra prática: quanto mais espessa a peça, maior o diâmetro do eletrodo (e a amperagem necessária). Para chapas até 3 mm, eletrodos de 2,5 mm costumam ser suficientes. Entre 3 e 6 mm, o diâmetro de 3,25 mm é o mais versátil. Acima disso, eletrodos de 4 mm ou mais garantem penetração adequada sem múltiplos passes desnecessários.

Dica prática: mantenha o eletrodo seco. Eletrodos de baixo hidrogênio como o E7018, principalmente, perdem qualidade quando expostos à umidade — se a embalagem foi aberta há muito tempo, vale ressecar em estufa própria antes de usar em trabalho estrutural.
Este conteúdo é informativo e baseado em experiência prática de solda estrutural. Sempre siga as recomendações do fabricante do eletrodo e utilize os equipamentos de proteção individual adequados.